The Book Quiver
EMBAIXADA A CALÍGULA
Book profilePortuguese (Portugal)
Book · 1 edition

EMBAIXADA A CALÍGULA

2026
first published
Portuguese
language
1
edition
296
pages

Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins Este livro nasce da viagem que Agustina Bessa-Luís fez com o marido, em 1959, para participar num congresso em Aix-en-Provence, que reuniu destacadas figuras da literatura europeia. Em monótonas e quentes tardes de Verão, poetas e pensadores juntam-se para debater « o destino da Europa», um tema com pouco de original e já nessa época bastante acabrunhante. Com o seu génio particular, e fazendo-se acompanhar em imaginação por Fílon de Alexandria nas diversas cidades que visita, Agustina vai desdobrar esta viagem no acompanhamento de uma embaixada encarregada de tentar convencer um imperador romano a assegurar os direitos do povo judeu de Alexandria. Fixa a sua atenção em Calígula, que não passava de « um homem vulgar», dos que « matam com naturalidade, no palco onde vocifera umas vezes o bom senso, outras vezes o sentimento da divinização», e que passa a representar a Europa e o Ocidente como destino. SOBRE A AUTORA: Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa nasceu no dia 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante. Viveu a maior parte da sua vida no Porto. Publicou o primeiro livro, a novela Mundo Fechado, em 1948, muito elogiado por Pascoaes e Aquilino. Seguiram-se, com especial destaque, os Contos Impopulares (1951-1953) e, em 1954, o duplamente premiado romance A Sibila, que, no dizer de Eduardo Lourenço, « deslocou o centro da atenção literária». Agustina iniciou então, em vertiginoso ritmo, a edição de muitas dezenas de obras percorrendo todos os géneros literários, incluindo a imprensa periódica, simultaneamente com a representação de Portugal em organismos internacionais, tais como o Congress for Cultural Freedom (1959) e a Communità Europea degli Scritori (1961/62). Tem a Laurea Honoris Causa da Università degli Studi di Roma « Tor Vergata» (2008). Foi distinguida com o grau de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo Governo francês em 1989. Foi Sócia Emérita da Academia das Ciência de Lisboa. Viajou e usou da palavra por quase todo o mundo. Entre outros, foram-lhe conferidos o Prémio Ricardo Malheiros (A. C. L.) 1966 e 1977, o Prémio Adelaide Ristori (Centro Cultural Italiano de Roma, 1975), o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 1983 e 2001, o Prémio Internacional União Latina 1997, o Prémio Camões 2004 e o Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema de Turim 2005. « Eu considero-a com Fernando Pessoa um dos dois escritores verdadeiramente geniais que Portugal produziu no século XX, e creio que todos os outros estão muito, mas muito abaixo deles. Mais, para mim a Agustina é o maior escritor em prosa de toda a literatura portuguesa» (António José Saraiva, in António José Saraiva e Óscar Lopes: Correspondência). Morreu com 96 anos, a 3 de Junho de 2019.

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