# Cemitério de elefantes

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- Book: [CEMITÉRIO DE ELEFANTES](https://www.bookquiver.com/dalton-trevisan/pt/cemiterio-de-elefantes) ([CEMITÉRIO DE ELEFANTES.md](https://www.bookquiver.com/dalton-trevisan/pt/cemiterio-de-elefantes.md))
- Authors: [Dalton Trevisan](https://www.bookquiver.com/dalton-trevisan)
- Publisher: editora_record
- ISBN: 978-85-0101-653-9
- Pages: 128
- Published: 1980-07-01
- Language: pt_BR
- Binding: Softcover

## Description

Bêbados em bares e parques, miseráveis e infelizes, velhos jornais dobrados nos bolsos, moças muito brancas a um passo da morte ou um passo atrás do prazer, tipos tristes, solitários, amores escondidos, ruas vazias, chuva fina. Gordos ou magros demais, sujos e doentes, angustiados, perdidos ou querendo se perder. Assim são os personagens de Dalton Trevisan, curitibano de 76 anos que é um dos mais importantes escritores brasileiros vivos, um mestre do conto curto, seco, cortante como o vento frio de Curitiba, cenário de seus personagens. É por suas ruas que andam, ou se arrastam, os elefantes do mercado de peixe, Dinorá, a moça do prazer, a gorda Carlota e sua filha Lili, Dorinha fraca do coração. Personagens comuns, em histórias onde não há grandes tragédias nem sujeitos excepcionais, como diz Fausto Cunha na apresentação deste Cemitério dos Elefantes, e que recomenda ao leitor: “Não se preocupe com as histórias. Se elas não terminarem, é porque os personagens regressaram à sua vida normal, ou Dalton não quis acompanhá-los por mais tempo. Todos eles estão vivos, a distância entre as páginas deste livro e a realidade é menor do que entre uma rua e outra.” Cenário de suas histórias, Curitiba é também a caverna de ermitão do próprio Dalton, que estreou em 1945 com Serenata ao luar, que ele renega, assim como Sete anos de pastor, publicado no ano seguinte. Entre 1946 e 1948, editou a revista Joaquim, que trazia artigos de intelectuais como Antônio Cândido, Mário de Andrade e Otto Maria Carpeaux, traduções de Joyce, Proust e Sartre. Em 1959 lançou Novelas nada exemplares, ganhador do Prêmio Jabuti (assim como Cemitério dos Elefantes), que o autor não foi receber, dando início ao mito do recluso que não se deixa fotografar, não sai de Curitiba, não atende ao telefone, comunicando-se com o mundo por meio de bilhetes assinados apenas “D. Trevis”. Fama que transformou em apelido o título de um de seus livros, O vampiro de Curitiba, e que ele alimenta, como no texto que costumava dar aos jornalistas em busca de entrevista: “O vampiro detesta as pessoas que não conhece. Não se acha figura difícil, esbarra diariamente consigo em todas as esquinas de Curitiba.” É autor de 34 livros, foi traduzido para o espanhol, o inglês, o holandês, o polonês, o sueco e o dinamarquês, e teve seu A guerra conjugal adaptado para o cinema por Joaquim Pedro de Andrade em 1975.