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  "description": "Tradução (do russo) e notas: Nina Guerra e Filipe Guerra A Sonata de Kreutzer, escrita em 1889, é, com A Morte de Ivan Iliitch, uma das mais importantes novelas de Tolstói. « Misteriosa, a proximidade de Tolstói com o leitor é de todo desconcertante em A Sonata de Kreutzer.» [Harold Bloom] « Quando [Tolstói] voltou de novo à arte da novela, a sua imaginação tinha adquirido o obscuro fervor da sua filosofia. A Morte de Ivan Iliitch e A Sonata de Kreutzer são obras-primas, mas obras-primas de um género singular; a sua terrível intensidade não resulta da predominância da visão imaginativa, mas da sua concentração; possuem, como as figuras reduzidas das pinturas de Bosch, violentas energias comprimidas.» [George Steiner] « A Sonata de Kreutzer é uma obra-prima de estética magnificamente realizada que nos ensina a desprezar essa mestria e esse conseguimento: é essa a sua enganadora estratégia.» [Gary Saul Morson] SOBRE O AUTOR: « O conde Lev (no russo, Lev ou Lyov) Tolstói (1828–1910) era um homem robusto e de espírito incansável que viveu sempre dividido entre um temperamento sensual e uma consciência hipersensível. Os seus desejos desviavam-no constantemente da sossegada estrada do campo que o ascético nele tendia a seguir tão apaixonadamente quanto o dissoluto tendia para os prazeres citadinos da carne. Na sua juventude, o dissoluto teve mais oportunidades e aproveitou-as. Mais tarde, depois do casamento em 1862, Tolstói encontrou paz temporária na vida familiar, dividido entre a sábia gestão da sua fortuna — tinha ricas propriedades na região do Volga — e a escrita da sua melhor prosa. É então nos anos sessenta e inícios de setenta que compõe a imensa Guerra e Paz (1869) e a imortal Anna Karénina. Em finais de setenta, já passado dos quarenta anos, a sua consciência triunfou: o ético ultrapassou o estético e o pessoal e levou-o a sacrificar a felicidade da mulher, a pacífica vida familiar e a sublime carreira literária em nome daquilo que considerava uma necessidade moral: viver de acordo com os princípios da moralidade racional cristã — a simples e austera vida da humanidade em geral, em vez da empolgante aventura da arte individual.» [Vladimir Nabokov]",
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