{
  "type": "edition",
  "site": {
    "name": "The Book Quiver",
    "language": "en-US",
    "url": "https://www.bookquiver.com"
  },
  "formats": "Every page has two versions with the same data: JSON (the page address + .json) and markdown (the page address + .md). Append .json or .md to any `url` in this document.",
  "title": "Enoch Soames",
  "subtitle": null,
  "url": "https://www.bookquiver.com/max-beerbohm/pt/enoch-soames/9789895682478",
  "publisher": "Sistema Solar",
  "translators": [],
  "medium": "paper",
  "duration_seconds": null,
  "narrators": [],
  "isbn": "978-98-9568-247-8",
  "pages": 72,
  "published": "2025-01-01",
  "language": "pt_PT",
  "cover": "https://quivercdn.com/covers/sistema-solar/max-beerbohm/enoch-soames_978-98-9568-247-8-034bda44.webp?v=2026-10-21%2004%3A55%3A03",
  "json": "https://www.bookquiver.com/max-beerbohm/pt/enoch-soames/9789895682478.json",
  "markdown": "https://www.bookquiver.com/max-beerbohm/pt/enoch-soames/9789895682478.md",
  "binding": "Softcover",
  "description": "Enoch Soames, a existir e a não existir. Uma realidade-ficção ou uma ficção-realidade de Max Beerbohm? A sua obra literária persiste sobretudo com um livro que reuniu diversos textos publicados anteriormente em jornais e revistas, todos a retratarem personagens que saíam da realidade para serem subtilmente corrompidas pela sua imaginação. Em 1919 começou por chamar-lhe Seven Men (Sete Homens), mas a edição de 1950 acrescentou-lhe mais dois, anunciando-os no novo título: Seven Men and Two Others (Sete Homens e Outros Dois). É deste conjunto o seu texto mais célebre, a que chamou Enoch Soames, publicado pela primeira vez em 1916 no Century Magazine, uma curiosa e subtil cumplicidade entre a realidade e a ficção. A realidade é-nos sugerida por o narrador do texto ser o próprio Beerbohm e ter, no início da sua história, a companhia do pintor William Rothenstein, que realmente existiu (durante setenta e três anos, desde 1872 a 1945). Surge então, entre estes dois homens autênticos, o ficcionado escritor Soames que o Diabo leva ao salão de leitura do British Museum, numa tarde cem anos posterior a esse dia, para ele investigar o que a posteridade diz a seu respeito. Mas os pactos com o Diabo (sabemo-lo bem desde o Fausto de Goethe) acabam sempre de forma trágica. Soames, uma ficção-realidade de Beerbohm, faz em 3 de Junho de 1897 uma viagem de cem anos até ao salão de leitura de uma realidade-ficção, e volta de lá irritado por uma história da literatura publicada em 1992 por um tal T. K. Nupton o considerar um escritor sem existência física, só pertencente à realidade ficcionada de Beerbohm. Enoch Soames a oscilar desta forma problemática, a querer-se físico e humano na realidade exterior a Beerbohm, e a ser na sua posteridade avaliado como uma ficção de Beerbohm, a existir e a não existir, desaparece do mundo, vítima do pacto que fez com o Diabo, e ninguém dá por isso porque ele na verdade não passa, perante o mundo exterior à ficção-realidade de Beerbohm, de uma inexistência.[Aníbal Fernandes]",
  "book": {
    "title": "Enoch Soames",
    "slug": "enoch-soames",
    "url": "https://www.bookquiver.com/max-beerbohm/pt/enoch-soames"
  },
  "authors": [
    {
      "name": "Max Beerbohm",
      "slug": "max-beerbohm",
      "url": "https://www.bookquiver.com/max-beerbohm"
    }
  ]
}
