# Migalhas Filosóficas

Canonical: https://www.bookquiver.com/soren-kierkegaard/pt/migalhas-filosoficas/9789896413200

JSON version (same data): https://www.bookquiver.com/soren-kierkegaard/pt/migalhas-filosoficas/9789896413200.json

![Migalhas Filosóficas](https://quivercdn.com/covers/relogio-dagua/soren-kierkegaard/migalhas-filosoficas_978-98-9641-320-0.png?v=2026-07-12%2023%3A07%3A12)

- Book: [Migalhas Filosóficas](https://www.bookquiver.com/soren-kierkegaard/pt/migalhas-filosoficas) ([Migalhas Filosóficas.md](https://www.bookquiver.com/soren-kierkegaard/pt/migalhas-filosoficas.md))
- Authors: [Søren Kierkegaard](https://www.bookquiver.com/soren-kierkegaard)
- Publisher: relogio_dagua
- ISBN: 978-98-9641-320-0
- Pages: 184
- Published: 2012-09-22
- Language: pt_PT
- Binding: Softcover

## Description

« Assim, a temática do Cap. I centra-se na apreciação da diferença entre, por um lado, o modelo socrático-platónico da relação do mes- tre com o discípulo e, por outro lado, o modelo cristão da relação “do deus” com o “aprendiz”; mas, se procurarmos o conceito operativo específico deste capítulo, rapidamente compreenderemos que é a categoria de “instante” que, na sua oposição funcional com a noção de “ocasião”, determina o essencial da meditação aí levada a cabo. O Cap. II, por seu turno, tem por tema central a questão do amor do deus pelo homem; o conceito operativo específico deste capítulo encontra-se na “humilhação” que é capital para que este amor não seja um “amor infeliz”, ou seja, situa-se naquilo que motiva o facto de o deus descer na figura de um “servo” e que simultaneamente faz que perante este facto se esteja diante do “maravilhoso”. O Cap. III debruça-se sobre o tema do paradoxo, em especial da diferença entre o “paradoxo so- crático” (Sócrates faz todos os possíveis por co- nhecer a natureza humana, mas não está certo de saber quem é, em particular de saber se partilha do divino) e o “paradoxo absoluto” (que põe em jogo a “diferença absoluta” entre o deus e o homem, que é a “diferença absoluta do pe- cado”, e o anular desta diferença absoluta na “igualdade absoluta”).» [Da Introdução de José Miranda Justo]