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  "published": "2015-05-08",
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  "description": "'A modernidade é em Baudelaire uma conquista', eis aqui a definição de Benjamin. Já no primeiro poema de <i>As flores do mal</i>, Baudelaire convoca o leitor à ruptura da apatia. Benjamin aponta o método da aventura, a captura do presente, a intenção do poeta de revidar os atordoantes choques na grande cidade. Para não se tornar receptor inanimado ou ator automatizado, Baudelaire troca o gabinete pelas ruas, a duras penas, físicas e espirituais, e transita entre duas instâncias, <i>flânerie</i> e esgrima. Ao levar a vivência aos âmbitos do coletivo e do voluntário, imiscui-se no hiato da distribuição entre consciente e inconsciente. Conjura os perigos da absorção pela profundeza obscura ou da reflexão pela superfície ofuscante. Antes de o estímulo se queimar como resposta imediata, a vivência, ou se perder como memória de difícil acesso, insere poemas, contragolpes, no espaço intervalar. O <i>modus</i> fica em verso: 'tropeçando em palavras como na calçada'. É total exposição ao presente, com mente e corpo alertas, e plena compreensão de não se tratar de processo natural: 'É essa a natureza da vivência a que Baudelaire atribuiu a importância de uma experiência. Fixou o preço pelo qual se pode adquirir a sensação da modernidade: a destruição da aura na vivência do choque'.<br><b>Beatriz de Almeida Magalhães</b>",
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