SocráticasCompanhia das Letras978-85-3590-116-097885359011602001-05-04Portuguese (Brazil)96Softcover
Socráticas
- Genre
- Poetry / Poems
- 2001
- first published
- Portuguese
- language
- 1
- edition
- 96
- pages
José Paulo Paes deixou pronto este livro. O último poema, entretanto, foi incluído postumamente: " Não há nada mais triste/ do que um cão em guarda/ ao cadáver de seu dono./ Eu não tenho cão./ Será que ainda estou vivo?". " Dúvida" foi encontrado no computador do poeta; a data da última gravação é 8 de outubro de 1998, véspera da morte. No breve prefácio de Socráticas, Alfredo Bosi escreve: " Desta cidade poenta e ruidosa José Paulo Paes quis e soube ser uma espécie de Sócrates em tom menor: a consciência vigilante que interroga e incomoda [...]". Ironia e auto-ironia são formas de expressão disseminadas por toda a sua obra. Estão presentes, por exemplo, no poema " Do Evangelho de São Jerônimo" (o santo dos tradutores): " A tradução - dizem-no com desprezo - não é a mesma coisa que o original./ Talvez porque tradutor e autor não sejam a mesma pessoa./ Se fossem, teriam a mesma língua, o mesmo nome, a mesma mulher, o mesmo cachorro./ [...] Para evitar tal monotonia, o bom Deus dispôs, já no dia da Criação, que tradução e original nunca fossem exatamente a mesma coisa./ Glória, pois, a Ele nas alturas, e paz, sob a terra, aos leitores de má vontade". Prêmio Jabuti 2002 de Melhor Livro de Poesia - Categoria Especial
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