Ladivinealfaguara978-98-9583-628-497898958362842025-10-01Portuguese (Portugal)416Softcover
Ladivine
- Genre
- Fiction: literary and general non-genre
- 2025
- first published
- French
- original language
- 1
- edition
- 416
- pages
« Trinta anos mais tarde, ainda se censuraria por ter mostrado a Ladivine, nas primeiras semanas da sua existência, a inquietante figura da melancolia.» Todos os meses, há um dia em que Clarisse Rivière — ou melhor, Malinka — deixa o marido e a filha, apanha um comboio em segredo e vai visitar a mãe — Ladivine —, que a criou sozinha, na periferia de Paris, quando não estava a trabalhar nas limpezas. Anos antes, Malinka mudara de cidade e de nome e, durante muito tempo, manteve um jogo duplo: a sua nova família desconhecia a existência de Ladivine. Até que, abandonada pelo marido, Malinka/Clarisse procura conforto num homem perigoso, que precipitará uma tragédia. Será a filha de Clarisse — de nome Ladivine — quem virá juntar os despojos destas muitas vidas. Sobre ela, contudo, paira também um mistério, talvez uma maldição. De férias num país longínquo, é confundida, na rua, com outra mulher. Sucedem-se episódios violentos, inverosímeis. Haverá redenção para os fantasmas do passado? Narrativa magistral sobre um legado de vergonha transmitido entre mulheres da mesma desafortunada família, a malha apertada de Ladivine oscila entre uma realidade crua e um plano quase mitológico, profundamente inquietante. Os elogios da crítica: « Uma obra poética, em que o fardo do amor familiar e dos enigmas que herdamos se revela impossível de suportar.» The New Yorker « Se algum escritor europeu contemporâneo está prestes a alcançar um reconhecimento como o de Elena Ferrante, é Marie NDiaye, e com todo o mérito.» Flavorwire « Um romance cheio de poder e mistério, com uma tempestuosa história de sombras, enraizada na ideia de exílio. As mulheres de Ladivine vivem sufocadas pela violência e pela perda.» The New York Times Book Review « Assinalando as angústias do presente e propondo respostas novas para dilemas ancestrais, Marie NDiaye é autora de uma obra literária tão inovadora quanto impressionante.» The New Republic « A escrita de NDiaye é frequentemente comparada a Proust. A autora cria um universo de enigmas, sonhos e sensualidade, num estilo finamente burilado.» World Literature Today « A violência contida, a metamorfose e um halo mítico pairam sobre a prosa assente numa realidade marcada pela bruma. […] Se Ladivine é um livro sobre mães e filhas, também é sobre o peso da origem, aquilo que se tenta apagar e que regressa. […] A narrativa acompanha viagens, mortes, reencontros, mas o que perdura não é o enredo: é o clima, o assombro, o ritmo lento, mas firme, como se cada frase tivesse de passar por uma espécie de filtro, uma nuvem antes de chegar à página. A consequência é uma leitura vertiginosa e densa, como quem entra num quarto escuro e aprende a ver aos poucos.» Isabel Lucas, Público « Marie Ndiaye lança-se à prosa como quem mergulha. […] O grande mérito do romance passa pela forma como a autora consegue contar esta história, tecendo tantos elementos, sem nunca ceder à tendência contemporânea de etiquetar ou catequizar. Embora estejam presentes na narrativa várias questões de género, de classe e de raça, as personagens não se perdem a expô-las ou a verbalizá-las. […] A prosa de Ndiaye é enxuta, permitindo ao leitor encarar a tela de uma vida […], num jogo que garante tensão até ao fim.» Ana Bárbara Pedrosa, Observador Ler mais Ler menos
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