- 2005
- year of publication
- 322
- pages
- Portuguese (Brazil)
- language
- Softcover
- cover
- Publisher
- editora_record
- ISBN-13
- 978-85-2000-712-9
- EAN
- 9788520007129
- Publication date
- 2005-08-12
- Book
- Elemento suspeito · 1 edition
" Percebendo a carência de levantamentos sobre questões ligadas ao sistema de justiça criminal do ponto de vista racial, a cientista social Silvia Ramos e a antropóloga Leonarda Musumeci escreverem Elemento Suspeito: Abordagem Policial e Discriminação, se tornando uma leitura obrigatória nos dias atuais. Em tese, qualquer pessoa que circule pelas ruas da cidade está sujeita a ser parada e revistada numa abordagem policial. Mas na prática só alguns serão escolhidos, e essa escolha não é aleatória, mas sim assentada em critérios prévios de suspeição, em que o elemento racial é o fator preponderante. Em Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação, de Silvia Ramos e Musumeci , comprova que a combinação entre idade (jovens), gênero (homens), cor (negros) e classe (pobres) – determinada pela moradia em favela – é o que mais identifica o que seria o típico “elemento suspeito”, no jargão policial, ou “freio de camburão”, na gíria dos jovens de periferia. Elemento suspeito: abordagem policial e discriminação conta com uma pesquisa riquíssima, cuja análise foi elaborada a partir de entrevistas com moradores e policiais da cidade do Rio de Janeiro com dois propósitos. O primeiro, conhecer as experiências da população carioca com a Polícia, sobretudo em contextos de abordagem ou blitz, procurando não só identificar variações na quantidade e qualidade dessas experiências em diferentes segmentos sociais, mas também compreender como elas afetavam percepções e opiniões sobre o trabalho policial. O segundo, conhecer os mecanismos e critérios de construção da suspeita por parte dos policiais militares, responsáveis pelo policiamento ostensivo, buscando verificar a possível influência de filtros sociais e raciais na definição dos “elementos suspeitos”, ou seja, das pessoas com maior probabilidade de ser paradas e revistadas pela Polícia. “As relações simbólicas entre cor e criminalidade no Brasil, embora históricas e evidentes, não correspondem a suficientes estudos que indiquem como se desenvolvem, quais seus mecanismos e em qual intensidade os estereótipos ligados a cor e raça afetam o sistema”, contam as autoras."
