The Book Quiver
Authors/William Shakespeare/BEM ESTÁ O QUE BEM ACABA
BEM ESTÁ O QUE BEM ACABA
Book profilePortuguese (Portugal)
Book · 1 edition

BEM ESTÁ O QUE BEM ACABA

Original title
All's Well That Ends Well
Genres
Films, cinema · Television · Radio / podcasts · Classic fiction: literary and general · Historical fiction
—
first published
English
original language
1
edition
160
pages

« A generalidade dos estudiosos concorda que a fonte principal de inspiração de Shakespeare para Bem Está o que Bem Acaba foi a história de Giletta di Narbona, que constitui a nona novela do Terceiro Dia do Decameron, da autoria do italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375). É improvável que o dramaturgo inglês tenha lido essa história no original italiano, e, por isso, têm sido aventadas duas hipóteses sobre o texto a que ele terá tido acesso: uns entendem que Shakespeare leu a história numa versão inglesa publicada em The Palace of Pleasure de William Painter (1540?-1594), cujo primeiro volume veio a público em 1566; outros defendem que o seu contacto com a história de Giletta lhe foi proporcionado pela leitura da versão francesa — é sabido que Shakespeare tinha alguns conhecimentos de francês —, da responsabilidade de Antoine le Maçon, publicada em Paris em 1584. G. K. Hunter, na excelente introdução à sua edição de All’s Well That Ends Well, desenvolve esta questão com alguma profundidade, apresentando alguns dos argumentos que têm sido invocados, quer a favor da hipótese Painter quer da hipótese Le Maçon, mas não se decide por qualquer delas. (…) O que Shakespeare foi capaz de fazer melhor do que ninguém foi levar-nos a reflectir — através dos comportamentos das personagens que adoptou e da forma como aproveitou histórias conhecidas — sobre a vida, o homem (com as suas virtudes e os seus defeitos), a natureza, a religião, etc., através da utilização de uma linguagem inovadora e incomparavelmente vigorosa, criativa e poética.» Da Introdução

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