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Poesia: Julio Cortázar1 / 1
Edition · 2026-12-15 · Softcover

Poesia: Julio Cortázar

Julio Cortázar
Translation
Paloma Vidal
2026
year of publication
312
pages
Portuguese (Brazil)
language
Softcover
cover
Publisher
Companhia das Letras
Translation
Paloma Vidal
Original title
Pameos y meopas; Salvo el crepúsculo · Spanish
ISBN-13
978-85-3594-907-0
EAN
9788535949070
Publication date
2026-12-15
Book
Poesia: Julio Cortázar · 1 edition
The publisher on this edition

Pela primeira vez, a poesia de um dos principais escritores latino-americanos do século vinte chega aos leitores brasileiros, numa edição que reúne de forma inédita dois dos seus principais livros, Pameos e meopas , de 1971, e Salvo o crepúsculo , de 1984. A paixão de Julio Cortázar pela poesia se revela de muitas maneiras, desde o extenso volume que dedicou à obra e à vida do poeta John Keats, no início dos anos 1950, aos mais de mil poemas que escreveu ao longo da carreira. Dessa abundante produção, reúnem-se aqui dois livros fundamentais: Pameos e meopas , de 1971, e o póstumo, organizado pelo próprio autor antes de sua morte, Salvo o crepúsculo , de 1984. Pameos e meopas é o primeiro volume de poemas que Cortázar publicou depois de estrear com os sonetos de Presencia , de 1938, assinado sob o pseudônimo de Julio Denis. Cada uma das seis partes em que se divide traz indicações de cidades e anos, circunscrevendo boa parte da produção à década de 1950, entre Buenos Aires e Paris, com passagens por Roma e Havana. Em trânsito entre a poesia e a prosa, Salvo o crepúsculo reúne poemas de épocas distintas para criar um objeto único, em que Cortázar entrega um depoimento de sua relação com a poesia, que se abre para o que Davi Arrigucci Jr. chamou de “território incerto”, referindo-se à experiência poética na obra do autor argentino. Passeando por línguas e paisagens diversas, sempre pontuadas por suas leituras, a poesia de Cortázar vai catando imagens que o autor converte nas formas mais diversas, das fixas dos sonetos aos poemas visuais. Nas páginas deste volume, talvez mais genuinamente do que nunca, Cortázar vem ao nosso encontro: “Falo de mim, qualquer um se dá conta,/ mas eu já levo um tempo (sempre o tempo)/ sabendo que em mim está você também”. Uma nova e magnífica dimensão de um dos autores incontornáveis da literatura do século vinte.